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  • Foto do escritorNathalia Morgana

Diário de bordo - ÍNDIA: Delhi

Atualizado: 16 de fev. de 2021

Demorei bastante para escrever esse post referente a essa parte da viagem por vários motivos. Mas o principal deles é que Delhi foi a cidade que menos gostei. Cidade cheia, poluída, feia... tão poluída que você conseguia olhar direto para o sol ao meio dia sem arder os olhos.



Originalmente, esse post tinha mais de 30 linhas contendo críticas, desabafos e reclamações da minha péssima experiência em Delhi. Editei o texto e resolvi passar direto para a parte dos passeios. De fato, fizemos passeios legais em Delhi, mas a cidade em si não é nada agradável. Costumo dizer que New York é um São Paulo melhorado, e que Delhi é um São Paulo piorado.


Já que tirei todo o texto crítico de reclamação e desabafo, deixo aqui duas dicas importantes:


  • Não vá à índia em grupos grandes e nem em excursão. A Índia precisa ser digerida e você vai querer fazer as coisas no seu próprio tempo em vez de depender de um grupo.

  • Não se hospede no The Royal Plaza. Foi o pior hotel que eu já me hospedei na vida! O hotel é espetacular por fora e na recepção a decoração é luxuosa. Mas os quartos são sujos, o wifi é cobrado e não disponibilizaram água mineral pra nós (detalhe: em todos os hotéis que ficamos, alguns até mais simples que este, ofereciam gratuitamente wifi e garrafas de água mineral).

No dia seguinte a nossa chegada saímos para conhecer a antiga Delhi, que foi há alguns séculos, a capital da Índia Muçulmana e por isso hoje abriga muitas mesquitas, monumentos e fortes.


A primeira parada foi em Jama Masjid, a maior mesquita muçulmana da Índia, com um pátio capaz de receber 25.000 devotos. A construção começou em 1644 e foi finalizada em 1656. Esta acabou sendo a última extravagância arquitetônica de Shah Jahan, o imperador Mughal que construiu o Taj Mahal e o Forte Vermelho.



A mesquita possui três grandes portões (falo mais sobre os portões no vídeo abaixo), quatro torres e dois minaretes de 40 m de altura construídos com tiras de arenito vermelho e mármore branco. As mulheres turistas precisam alugar roupas no portão norte e se vestir como eles para poder entrar. Você precisa pagar algumas rúpias para poder entrar com o celular e tirar fotos. É proibido a entrada com sapatos, portanto leve sempre consigo uma meia sapatilha para essas ocasiões. Veja mais dicas importantes que você deve saber antes de ir para a Índia aqui.





Ao sairmos da mesquita, pegamos um rickshaw (tuk tuk) e passeamos pelo Chandi Chowk, o marcado local. Os cheiros de incenso, a gritaria do povo no mercado, os macacos nos fios de eletricidade e toda aquela bagunça engraçada típica da Índia.



Depois fomos ao memorial Raj Ghat onde fica uma parte das cinzas de Gandhi (as cinzas de Gandhi estão espalhadas por toda a Índia). Este memorial fica localizado dentro do parque Shantivan, ou parque da paz.




De lá fomos para o mausoléu de Humayun. O Túmulo de Humayun é o mais antigo mausoléu mogol de Delhi e serviu de inspiração para a construção do famoso Taj Mahal. Também é uma importante construção arquitetônica pois foi a primeira vez que construíram um mausoléu com jardim integrado. Humayun foi o segundo imperador Mogol, perdeu seu reino mas um tempo depois com a ajuda persa recuperou um território ainda maior. A sua personalidade pacífica, sua paciência e seus métodos não provocatórios de linguagem valeram-lhe o título de “Homem Perfeit”, entre os Mogóis.





E por fim, fomos ao Qutb Minar. Qutb é um complexo de vários monumentos. O principal é o Qutb Minar, o maior minarete de tijolos do mundo medindo 72,5 m de altura. Antes, o local abrigava um complexo de 27 templos hindus e jainistas e o governante islâmico fanático Qutb-ud-din Aibak destruiu esses templos que existiam no local e reutilizou o material para a construção da Mesquita Quwwat-ul-Islam e do Qutub Minar.



Até a próxima!

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