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  • Foto do escritorNathalia Morgana

As virtudes do Yoga

O yoga não deve ser medido pelo charme de suas posturas físicas espetaculares ou estados fabulosos de meditação que produzem tanto fascínio em nós, dos tempos modernos. As posturas do Hatha Yoga podem, de fato, auxiliar uma pessoa a restaurar ou manter seu bem-estar corporal, mas o propósito original era transmutar o corpo, e isso era parte de um extenso programa de autotranscedência e autotransformação.



O processo do Yoga que conduz o praticante à perfeita liberdade interior (samadhi) não é glamoroso e acontece por meio da transformação gradual e silenciosa do corpo e mente de cada pessoa e de sua vida diária.


Assim, a base de toda de toda prática genuína de Yoga, como qualquer outra disciplina espiritual no mundo, reside no campo do comportamento moral.


É impossível ser um bom Yogi sem ser também um indivíduo moralmente maduro.

“Sem a perfeição ética, nenhum progresso ou realização espiritual é possível. Um aspirante ou estudante de Yoga deve ser estritamente ético. Ele deve ser verdadeiro e puro em pensamento, palavra e ato. Ele deve possuir excelente conduta. Ele não deve causar dano a nenhum ser vivo em pensamento, palavra e ato. Ele deve praticar com rigor o pensamento correto, a fala correta e a ação correta. ” – Swami Sivananda


Abaixo os princípios éticos do Yoga, conhecidos como 5 Yamas:


1- Ahimsa

É o fundamento de toda moralidade baseada na espiritualidade. Ahimsa significa não ferir. Esse ideal não está confinado apenas à expressão física ou verbal. Aqui, 7 maneiras de incorporar Ahimsa na sua vida diária.


2- Satya

Veracidade. Hoje estamos literalmente cercados por mentiras e simulações, desde a propaganda e o comércio até a política e as relações interpessoais. Para muitos, a verdade é o que é conveniente no momento. 5 maneiras de aplicar Satya na vida real.


3- Asteya

Não roubar. Da falta de pagamento das dívidas até chegar sempre atrasado roubando o tempo do outro, essa virtude de não roubar deve ser praticada no corpo, na fala, na mente e em todos os momentos sob todas as circunstâncias. Aqui, dicas de como praticar asteya no dia a dia.


4- Bramacharya

Moderação dos sentidos. Muitas vezes traduzido como celibato ou castidade, brahmacharya tem um significado muito mais amplo. A liberação ou iluminação, não depende da repressão sexual, nem de nenhum tipo de repressão. Nosso comportamento é pecaminoso quando ele nos afasta da nossa verdadeira natureza, ou autêntica essência espiritual. Leia aqui como praticar bramacharya no yoga, no trabalho e nos relacionamentos.


5- Aparigraha

Desapego. Segundo um aforismo enigmático no Yoga-Sutra (2.39), o Yogi que domina a virtude do desapego chega a entender o motivo de seu nascimento. O apego se extende não apenas aos objetos externos, mas também à nossa própria pessoa: nosso corpo e nossa mente. Leia aqui como cultivar o desapego.


Para nos tornarmos interiormente livres, que é a promessa do Yoga, devemos começar nos tornando virtuosos.

Esse artigo é um resumo do livro As Virtudes do Yoga de Georg Feuerstein. Compre o livro aqui.

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