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  • Foto do escritorNathalia Morgana

Yoga Nidra

Atualizado: 24 de nov. de 2020

Yoga Nidra é uma prática restauradora de Yoga que proporciona um relaxamento profundo ancorando você ao momento presente, aliviando ansiedade, estresse, insônia, além de auxiliar em processo de cura da alma como luto, coração partido e outros tipos de dores.


A técnica te permite ficar acordado e atento enquanto você experimenta diferentes estados de consciência e as transições entre estes estados.


Numa aula de Yoga Nidra os alunos são conduzidos por quatro estágios de prática:

- respiração diafragmática

- relaxamento sistemático do corpo

- visualização

- repouso em consciência ampla


Isso faz você chegar a um ponto entre o sono e a vigília. E é aqui que a mágica acontece. Esse estado de consciência oferece uma entrada para o centro do coração e proporciona o despertar e a conexão com nossa verdadeira natureza. É uma prática que nos desperta para a vida.


Yoga Nidra é uma técnica antiga adequada para momentos em que estamos procurando práticas que nos tragam clareza mental e nos lembrem da parte de nós que é imutável. E mais do que isso, Yoga Nidra é um portal para conexão com nossa sabedoria interior.

Estudos mostraram que o estado de ondas cerebrais theta que é gerado durante a prática do Yoga Nidra é um estado de profunda consciência e cura interior. As ondas cerebrais delta que estão presentes durante o sono profundo são conhecidas por ajudar nosso corpo a se curar naturalmente e nos faz sentir bem descansados. Estudos mostram que os praticantes avançados de Yoga Nidra estão simultaneamente adormecidos e alertas, o que permite que eles alternem entre as ondas theta e delta. Com o tempo, dominar esse processo de oscilação permite que nós cheguemos ao samadhi.



Prática:

Esses recursos promovem descanso, rejuvenescimento e despertar espiritual. Gaste dois minutos em cada estágio antes de passar para o próximo.


1. Fique aterrado (respiração diafragmática)

  • Mova-se para Savasana ou qualquer posição confortável, usando suportes conforme necessário para apoiar totalmente seu corpo.

  • Estabeleça uma atitude de gratidão, agradecendo por tudo que você tem, começando com sua respiração.

  • Lembre-se de que a respiração é um direito de nascença, algo que todos temos em comum e que nos conecta com o todo.

  • Inspire enchendo a barriga e o peitoral contando até 4 e expirando até 8. Observe-se sendo preenchido e envolvido pela frequência da gratidão.


2. Sinta-se apoiado (relaxamento consciente)

  • Observe seu corpo descansando no chão e a terra segurando você.

  • Concentre-se nos seguintes pontos do corpo: pés, pernas, quadril, lombar, costas, abdômen, peitoral, ombros, braços, mãos, dedos das mãos, cabeça, pescoço, músculos da face e o topo da cabeça.

  • Pare alguns instantes em cada uma dessas partes e relaxe conscientemente essa região do corpo.

3. Observação e foco (visualização)

  • Inspire: mentalize que inspira uma luz dourada e que essa luz penetra em cada célula do seu corpo te nutrindo e te revigorando.

  • Expire liberando o peso e a tristeza.

  • Observe o fluxo natural da respiração para dentro e para fora.

  • Observe ondas de pensamentos e emoções sem se apegar a eles.

  • Deixe a atenção focada no momento em que a inspiração se torna uma expiração e no momento em que a expiração volta a ser uma inspiração. Perceba essa pequena pausa, esses dois momentos de "não respiração".

  • Não faça esforço. Deixe a respiração acontecer naturalmente.


4. Aprofunde sua consciência

  • Por três respirações, concentre sua atenção na base da coluna.

  • Em seguida, por três respirações cada, concentre-se nos seguintes centros de energia: o centro pélvico (região um pouco abaixo do umbigo), o centro do umbigo, o centro do coração, o centro da garganta e o terceiro olho.

  • Volte sua atenção para o repouso no centro do coração.

  • Sinta sua respiração entrando e saindo de seu peito.


Feche sua prática:

  • Para encerrar sua prática, faça uma inspiração profunda retomando a consciência do seu corpo e dos movimentos corporais.

  • Mexa os dedos das mãos e dos pés, dê uma boa espreguiçada, e se seu corpo te pedir algum outro movimento, faça. Ouça seu corpo.


Saia do Savasana com gratidão, vire lentamente para seu lado esquerdo e pare por algumas respirações. Se desejar, encerre com uma oração pela sua cura e pela cura do coletivo.


Conclua com 10 minutos de escrita livre ou diário sobre sua experiência ou qualquer coisa que a prática trouxe para você.


Namastê!

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